Orientação Espiritual: Mestre Zalaô

Patrona: Cabocla Jurema


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Mistério do Orixá Ancestral, de Frente e Adjuntó


Uma dúvida, e a que mais incomoda os umbandistas é sobre seu Orixá. Nós sabemos que Orixá Ancestral não é o mesmo que Orixá de Frente ou Adjuntó. O Orixá Ancestral está ligado à nossa ancestralidade e é aquele que nos recepcionou assim que, gerados por Deus, fomos atraídos pelo Seu magnetismo divino.

Todos somos gerados por Deus e somos fatorados por uma de suas divindades, que nos magnetiza em sua onda fatoradora e nos distingue com sua qualidade divina.

Uns são distinguidos com a qualidade congregadora e são fatorados pelo Trono da Fé. E, se forem machos, é o Orixá Oxalá que assume a condição de seu Orixá Ancestral. Mas, se for fêmea, aí é a Orixá Oyá Tempo que assume sua ancestralidade.

Uns são distinguidos com a qualidade agregadora e são fatorados pelo Trono do Amor. E, se forem machos é o orixá Oxumaré que assume a condição de seu orixá ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Oxum que assume suas ancestralidades.

Uns são distinguidos com a qualidade expansora e são fatorados pelo Trono do Conhecimento. E, se forem machos é o Orixá Oxóssi que assume a condição de seu Orixá Ancestral. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Obá que assume suas ancestralidades.

Uns são distinguidos com a qualidade equilibradora e são fatorados pelo Trono da Razão. E, se forem machos é o Orixá Xangô que assume as suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Egunitá-Oroiná que assume suas ancestralidades.

Uns são distinguidos com a qualidade ordenadora e são fatorados pelo Trono da Lei. E, se forem machos é o Orixá Ogum que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Iansã que assume suas ancestralidades.

Uns são distinguidos com a qualidade evolutiva (transmutadora) e são fatorados pelo Trono da Evolução. E, se forem machos é o Orixá Obaluayê que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a Orixá Nanã que assume suas ancestralidades.

Uns são distinguidos com a qualidade geradora e são fatorados pelo Trono da Geração. E, se forem machos é o orixá Omulu que assume suas ancestralidades. Mas, se forem fêmeas, aí é a orixá Iemanjá que assume suas ancestralidades.

Observem que não estamos nos referindo ao espírito que “encarnou” no plano material e sim ao ser que acabou de ser gerado por Deus e foi atraído pelo magnetismo de uma de suas divindades, que, por serem unigênitas (únicas geradas) transmitem naturalmente a qualidade que são em si mesmas aos seus “herdeiros”, aos quais imantam com seus magnetismos divinos e dão aos seres uma ancestralidade imutável, pois é divina e jamais deixará de guiá-los, porque a natureza íntima de cada um será formada na qualidade que o distinguiu, fatorando-o.

Alguém pode reencarnar mil vezes e sob as mais diversas irradiações que nunca mudará sua natureza íntima.Agora, a cada encarnação, ele será regido por um Orixá de Frente (que o guiará enquanto viver na carne) e será equilibrado por outro Orixá que será o auxiliar (o Adjuntó) desse Orixá de Frente ou “da cabeça”. Usamos o termo “Orixá da Cabeça” porque ele regerá a encarnação do ser e o influenciará o tempo todo pois está de “Frente” para ele.

Sim, o Orixá da Cabeça está à nossa frente nos atraindo mentalmente para seu campo de ação e para o seu mistério, ao qual absorveremos e desenvolveremos algumas faculdades regidas por Ele. Já o Orixá Adjuntó é um equilibrador do ser e atuará através do seu emocional, hora estimulando-o e hora apassivando-o, pois só assim o ser não se descaracterizará e se tornará irreconhecível dentro do seu grupo familiar ou tronco hereditário, regido pelo seu Orixá Ancestral.

A dúvida dos “médiuns” e dos umbandistas se explica pela precariedade dos métodos divinatórios usados para identificar o Orixá da Cabeça e seu Adjuntó. Daí, vemos pessoas reclamarem que a cada Babalorixá ou Ialorixá que consultaram deu um Orixá diferente a cada consulta, criando uma confusão e levando ao descrédito geral. Esta queixa é muito comum e não são poucos os médiuns que estão confusos porque uma consulta diz que é filho desse Orixá e outra consulta diz que é filho de outro Orixá.

Nós dizemos isto: na ancestralidade, todo ser macho é filho de um Orixá masculino e todo ser fêmea é filha de um Orixá feminino.

Na ancestralidade, Orixá masculino só fatora seres machos e os magnetiza com sua qualidade, fatorando-os de forma tão marcante que o Orixá feminino que o secunda na fatoração só participa como apassivadora de sua natureza masculina. E o inverso acontece com os seres fêmeas, onde o Orixá masculino só participa como apassivador dessa sua natureza feminina.

Portanto, no universo da ancestralidade dos seres machos há sete Orixás masculinos e na dos seres fêmeas há sete Orixás femininos. Também há sete naturezas masculinas e sete naturezas femininas, tão marcantes que é impossível ao bom observador não vê-las nas pessoas.

Saibam que, mesmo que o Orixá da Cabeça ou de Frente seja, digamos, a Orixá Iansã, ainda assim, por trás desta regência, poderemos identificar a ancestralidade se observarem bem o olhar, as feições, os traços, os gestos a postura, etc., pois estes sinais são oriundos da natureza íntima do ser, apassivada pela regência da encarnação, mas não anulada por ela. Certo?

E o mesmo se aplica ao Orixá Adjuntó, pois podemos identificá-lo nos gestos e nas iniciativas das pessoas, já que é através do emocional que ele atua.

Outra forma de identificação é através do Guia de frente e do Exu Guardião dos Médiuns. Mas esta identificação exige um profundo conhecimento do simbolismo dos nomes usados por eles para se identificarem. E também, nem sempre o Guia de frente ou o Exu guardião se mostram, pois preferem deixar isto para o Guia e o Exu de trabalho.

Saber interpretar corretamente o simbolismo é fundamental. Certo? Então, que todos entendam isto:

• Orixá Ancestral é aquele que magnetizou o ser assim que ele foi gerado por Deus e o distinguiu com sua qualidade original e natureza íntima, imutáveis e eternas;

• Orixá de Frente é aquele que rege a atual encarnação do ser e o conduz numa direção na qual o ser absorverá sua qualidade e a incorporará às suas faculdades, abrindo-lhes novos campos de atuação e crescimento interno;

• Orixá Adjuntó é aquele que forma par com o Orixá de Frente, apassivando ou estimulando o ser, sempre visando seu equilíbrio íntimo e crescimento interno permanente.

É por isso também que muitos encontram em si qualidades de vários Orixás. A cada encarnação há a troca de regência da encarnação. E, nessa troca, os seres vão evoluindo e desenvolvendo faculdades relativas a todos os Orixás.

Afinal, se somos “humanos”, absorvemos energias e irradiações, magnetismo e vibrações de todos eles. Certo?


Texto de Rubens Saraceni, Sacerdote Umbandista e Comandante do Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pontos da Casa de Jurema - Iemanjá e Jurema


Iemanjá



Brilhou, brilhou, brilhou, brilhou no mar, 
o manto da Nossa Mãe Iemanjá. 

Brilhou, brilhou no mar, 
o manto da Nossa Mãe Iemanjá! 

---

Ô sereia, sereia,
Ô sereia que nada no mar.

Ô sereia que nada no mar,
Ela é filha de Iemanjá.

---

Eu sou filho de Yabá,
Yabá é minha mãe.

A Rainha do tesouro,
E Adofiaba no fundo do mar.

Adofiaba no fundo do mar,
Adofiaba no fundo do mar.

---

Soltei o barco n'água para navegar,
Pedi licença primeiro à nossa Mãe Iemanjá.

Iemanjá, Iemanjá, Iemanjá.

Quem manda nas águas verdes
É nossa Mãe Iemanjá.

Odofiaba! É no fundo do mar.
Odofiaba! É no fundo do mar.


Cabocla Jurema




Eu vi as sete rosas brancas,
No colo de Mamãe Iemanjá.
Eu vi uma Cabocla de Pena.
Era Mamãe Jurema nas ondas do Mar.
Jurema, Jurema
Jurema, filha de Tupinambá
Jurema, Jurema 
Jurema, filha de Tupinambá.

---

Jurema quando saía da aldeia,
Saía na Lua nova, voltava na Lua Cheia.
Com os braços carregadinhos de flores.
Oh, Meu Deus!
Quantos amores pros filhos da Jurema.
Ô, Juremê! Ô, Juremá!

---

Na sua aldeia ela é Jurema,
É a mais linda cabocla de pena.

Na sua aldeia, lá na Jurema,
Não se faz nada sem ordem suprema.

Quando tem festa lá na sua aldeia,
Até a Lua vem iluminar.

E os seus filhos com muito amor,
Mamãe Jurema eles vêm saudar.

---

Eu vi Jurema brincando com as estrelas.
Estrela D'Alva iluminando o reino dela.

Ela vem das matas, onde brilha o luar.
Salve a Jurema,
Salve Oxum, salve Iemanjá.




sábado, 3 de agosto de 2013

Programação de Agosto


DIAS
ATIVIDADES
HORÁRIOS
2
Sexta
Sessão de Caboclo
19:00
5
Segunda
Sessão de Preto Velho
19:00
9
Sexta
Sessão de Caboclo
19:00
10
Sábado
Sessão das Crianças
17:00
12
Segunda
Sessão de Preto Velho
19:00
14
Quarta
Firmação de Iemanjá e Homenagem à Cabocla Jurema
19:00
15
Quinta
Sessão das Crianças
17:00
Firmação de Iemanjá e Homenagem à Cabocla Jurema
19:00
19
Segunda
Sessão de Preto Velho
19:00
23
Sexta
Gira de Exú
19:00
26
Segunda
Sessão de Preto Velho
19:00
27
Terça
Sessão do Oriente
18:00
30
Sexta
Sessão de Caboclo
19:00

sábado, 20 de julho de 2013

Para o dia do amigo

Ação da Amizade


A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.

A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

A amizade as aproxima e irmana.

O medo agride as almas e infelicita.

A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.

Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

A amizade é fácil de ser vitalizada.

Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao elevo da sua fluidez.

Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.

Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

 Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Esperança. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.




quinta-feira, 18 de julho de 2013

"É perdoando que se é perdoado..."

Nesse mês de julho, irradiado por Nanã, podemos refletir quanto à importância do perdão.
Perdoar é um ato de amor a nós mesmos, pois não é quem perdoamos o maior beneficiado e sim aquele que perdoa.
É preciso aprender ainda a nos perdoarmos por nossas falhas, pois muitas vezes a culpa se transforma numa ancora que não nos deixa sair do lugar.
Saber perdoar é saber recomeçar. Saber perdoar é se permitir evoluir!

O texto abaixo nos mostra apenas uma das possibilidades de exercitarmos o perdão.


COMO PRATICAR O PERDÃO

O que fazer quando a vida coloca à nossa frente pessoas que se tornam difíceis para uma convivência harmoniosa?
Quantos encontram essas pessoas dentro de casa! Muitas vezes na figura de um irmão ou irmã, cunhado ou cunhada, sogra ou sogro, até mesmo mãe ou pai, vizinhos, patrão, colega de trabalho, professores, colega de escola e até mesmo entre aqueles que nos são subalternos.
Uma das formas mais inteligente e eficaz para se lidar com esse problema foi comprovada pela prática:
Meu filho começou a trabalhar quando tinha apenas um pouco mais de quatorze anos. Na empresa onde trabalhava, sua chefe o tratava de forma rude.
Não perdia uma única oportunidade de humilhá-lo. Depois de quase um ano de convivência difícil, um dia, eu o surpreendi chorando no seu quarto. Preocupado, perguntei o que estava acontecendo. Foi quando tomei conhecimento do seu problema. Juntos fizemos uma prece e, inspirado, passei-lhe a seguinte orientação:
- Meu filho, todas as noites ao deitar-se, imagine que está vendo essa moça na sua frente. Depois, converse mentalmente com ela, diga-lhe que você a ama muito. Peça para ela perdoar-lhe por algum mal que você possa ter feito a ela em outras vidas. Procure, através do pensamento, abraçá-la carinhosamente. Faça isso todos os dias e você verá que essa moça vai transformar-se na sua melhor amiga dentro da empresa.
Depois de alguns meses desses exercícios, realmente, a moça transformou-se na sua melhor amiga; graças a ela, hoje, depois de quinze anos, ele ocupa um cargo muito importante dentro da empresa.
Nada resiste à força do amor!
Muitas vezes, o bem que precisamos surge a nossa frente com a aparência de um mal. Se meu filho fugisse à convivência difícil, não teria alcançado o bem que hoje desfruta na empresa. A partir dessa experiência bem sucedida, passei a prescrever essa receita para as pessoas que estavam vivenciando situações semelhantes. Certa vez, uma senhora procurou-me demonstrando muita amargura em seu coração. Ouvi o seu desabafo:
- Estou sofrendo muito. Moro no mesmo quintal da minha sogra e o ambiente vai de mal a pior. Ela me olha com mágoa e eu nunca fiz mal a ela. Quando ela passa no corredor e olha para dentro da minha casa, eu tremo de cima em baixo. Não sei mais o que fazer...
- Calma minha filha, para tudo existe solução. Você tem condições de mudar para uma outra casa?
Ela respondeu-me taxativa:
- Infelizmente não.
- Bem. Se as circunstâncias a impedem de mudar, é sinal de que você ainda precisa conviver com ela por algum tempo. Acredito que essa convivência é importante para que possam, juntas, viverem uma lição necessária ao crescimento espiritual de ambas.
Não se desespere. Vou passar a você uma receita que dificilmente vai falhar:
Todas as noites, ao se deitar, faça uma prece e mentalize a sua sogra como se estivesse na sua frente...
Repeti a mesma receita que havia dado ao meu filho.
Passaram-se alguns meses, essa senhora procurou-me novamente. Emocionada, com lágrimas nos olhos, narrou-me os acontecimentos após os exercícios da mentalização:
- O senhor não imagina! Mudou tudo na minha casa! Não sei o que fazer com a minha sogra! Agora ela não sai do meu lado, quase todos os dias me ajuda a enxugar a louça e, quando faz uma comida diferente, chama-me para almoçar com ela. Antes eu não agüentava a sua presença, agora, sinto alegria por estar ao seu lado. Graças a Deus, estamos vivendo em paz!

Não fuja às provações!
Bem aventurados aqueles que edificam apesar das adversidades!

Lograrão a liberdade e a paz que desejam!

Trecho do livro: "Perdão! O Caminho da Felicidade", de Nelson Moraes, orientado pelo espírito Aulus.
Para ler esse e outros textos do livro acesse:
http://bvespirita.com/Perd%C3%A3o%20-%20O%20Caminho%20da%20Felicidade%20(psicografia%20Nelson%20Moraes%20-%20esp%C3%ADrito%20Aulus).pdf



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mensagem da Senhora Pombagira Maria Padilha





Quer falar sobre Pombagira?
Comece falando do seu íntimo. Porque Pombagira entra no íntimo das pessoas e revela o que ali está escondido. Mas é para ajudar!
O que fica escondido? Só aquilo que não queremos ver dentro de nós e, por isso mesmo, escondemos dos outros também. São os recalques, as frustrações, as mágoas, até o ódio, muitas vezes. Empurramos todo esse lixo psíquico pra debaixo do tapete, deixando de fora tudo bem arrumado... Só que um belo dia, um ventinho de nada levanta a ponta do tapete e aquilo tudo fica de fora... Chegou a hora da faxina!
Tem gente que põe tanta coisa debaixo do tapete que não consegue mais andar com equilíbrio, fica tropeçando nos montinhos de sujeira. Pra quê isso? De onde vem essa mania de “perfeição”? E é perfeição, ou é hipocrisia?
Porque muitas vezes a criatura esconde bem suas mazelas e sai apontando o dedo para os outros, acusando e discriminando com uma força que dá medo!
Pra se viver é preciso coragem.
Coragem de se olhar e reconhecer quem foi, quem gostaria de ser e quem “está sendo”. Porque nem sempre isso vai bater, podem aparecer “muitos eus” diferentes. Tantos, que a pessoa não encontra mais paz e contentamento em nada e com ninguém. Pudera! Se ela está tão dividida assim, qual dessas partes é a real? Provavelmente, nenhuma...
Quem não se reconhece não está existindo de verdade. É só faz de conta.
Pra se reconhecer é preciso coragem.
Pra se aceitar é preciso coragem.
Pra mudar aquilo que não corresponde ao seu querer verdadeiro é preciso coragem.
E Pombagira traz essa coragem, essa força de viver. Pombagira não tem meias
palavras. Porque aquele que chega à frente de Pombagira, é porque já tentou de tudo e nada conseguiu. Então, Pombagira não pode mentir e falar meias verdades.
Pombagira não é a dona da verdade.
Ninguém é. Mas Pombagira fala a Vontade da Lei Maior, que comanda tudo e todos.
Pombagira é só a mensageira.
Pombagira traz a mensagem para aqueles que se perderam nas encruzilhadas de dentro de si mesmos e, por causa disso, também se perderam nas encruzilhadas da vida. Se você não está perdido em si mesmo, então vai achar o caminho, mesmo diante de todas as encruzilhadas.
Mas quem não sabe direito quem é, o que está fazendo por aqui da sua vida e o que quer para a sua vida, então aí o resultado é juntar lixo.
Lixo emocional, lixo mental, lixo psíquico.
E o que tem nesse lixo? Só lixo...
São as frustrações, as decepções, as tristezas acumuladas, os rancores contra si
mesmo e os outros. Não servem pra nada. A não ser que a pessoa examine a causa daquilo e combata A CAUSA e não a si mesma e nem aos outros. Os outros têm lá suas encruzilhadas internas e muitas vezes nos magoam por estarem perdidos também.
O único jeito de acabar com isso é revirar o próprio lixo. Algumas coisas podem ser recicladas. A tristeza vira choro, depois vira pé no chão, depois vira atitude nova, pra depois trazer vida nova. A frustração vira olho aberto, depois vira tomada de consciência, depois vira responsabilidade pelo engano cometido, depois vira senso de realidade, depois vira estudo, depois vira renovação das capacidades, pra então trazer sucessos. E assim vai.
Pombagira conhece a escuridão que mora nas almas porque já passou por ela.
Pombagira já errou muito e aprendeu com os erros. Pombagira aprendeu também a se perdoar por ter errado, buscou coragem para recomeçar e recomeçou.
E agora Pombagira vem convidar a todos que guardam escuridão em seus corações para uma conversa amiga e franca: vamos remexer esse lixo? Vamos reciclar o que pode ser reciclado? Vamos queimar o que não presta pra nada?
Se você tem coragem de começar, venha! Se ainda não tem, venha de qualquer modo, pois juntos nós vamos encontrar essa coragem. Estímulo não falta em Pombagira!
Então, venha! Vamos rir um pouco dessas bobagens, e vamos trabalhar pra
melhorar. No fundo, no fundo, tudo isso são bobagens. Rindo, a gente vai desfazendo todas elas. Depois, é só fazer por onde ser feliz...
Saravá! Axé e até...
Querendo, a gente se encontra...

Maria Padilha

Pela médium Fátima Gonçalves

Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – Novembro de 2011